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A gente se vê por aí

Wiltaquino

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Tanta coisa que eu tinha a dizer

Mas eu sumi na poeira das ruas

Eu também tenho algo a dizer

Mas me foge a lembrança"

Paulinho da Viola - Sinal Fechado

Canta Chico Buarque - CD/LP Sinal Fechado 1974 - Faixa 12 - IMMuB

 

Manuel Bandeira

Manuel Bandeira na calçada da ABL

PNEUMOTÓRAX

Febre, hemoptise, dispneia e suores noturnos.

A vida inteira que podia ter sido e que não foi,

Tosse, tosse, tosse.

Mandou chamar o médico:

- Diga trinta e três.

- Trinta e três... trinta e três... trinta e três...

- Respire.

...

- O senhor tem uma escavação no pulmão esquerdo e o pulmão direito infiltrado.

- Então, doutor, não é possível tentar o pneumotórax?

- Não. A única coisa a fazer é tocar um tango argentino.

(Em Textos Escolhidos de Manuel Bandeira na página da ABL)


Heitor Villa Lobos

Heitor Villa Lobos na Avenida Rio Branco

"O que escrevo é consequência cósmica dos estudos que fiz, da síntese a que cheguei para espelhar uma natureza como a do Brasil. Quando procurei formar a minha cultura, guiado pelo meu próprio instinto e tirocínio, verifiquei que só poderia chegar a uma conclusão de saber consciente, pesquisando, estudando obras que, à primeira vista, nada tinham de musicais. Assim, o meu primeiro livro foi o mapa do Brasil, o Brasil que eu palmilhei, cidade por cidade, estado por estado, floresta por floresta, perscrutando a alma de uma terra. Depois, o caráter dos homens dessa terra. Depois, as maravilhas naturais dessa terra. Prossegui, confrontando esses meus estudos com obras estrangeiras, e procurei um ponto de apoio para firmar o personalismo e a inalterabilidade das minhas ideias."



Mario Pedrosa

Mario Pedrosa na Praça Nossa Senhora da Paz

"Mario Pedrosa atuou como jornalista, editor, professor de história e militante, foi crítico do getulismo e do stalinismo e um dos fundadores do Partido dos Trabalhadores. Embora tenha sido mais reconhecido como crítico de arte, deu uma contribuição importantíssima à divulgação da teoria marxista no Brasil, desde a sua aproximação com o tema, na virada dos anos 1910 para 1920, até seu falecimento, em 1981.

Ele entrou no Partido Comunista em 1925, com o qual rompeu em 1929, por discordar das posições de Stalin, que se tornaram hegemônicas, e passou a defender as posições de Trotsky até 1940, quando se afastou da Quarta Internacional. Passou então a fazer um jornal chamado Vanguarda Socialista e a exercer a função de crítico de arte, pela qual se tornou muito conhecido."


Zumbi dos Palmares

“Zumbi nasceu em Palmares, em 1655. Era neto da princesa Aqualtune, filha de um importante rei do Congo. Ainda bebê, Zumbi foi aprisionado pela expedição de Brás da Rocha Cardoso e entregue ao padre Antônio Melo, em Porto Calvo. Recebeu o nome de Francisco e uma educação formal. Aos 10 anos, já sabia latim e português e, aos 12, tornou-se coroinha. A inteligência do menino recebia elogios do padre, segundo relatam registros existentes. Com 15 anos, Francisco fugiu de volta a Palmares, adotando o nome de Zumbi e passando a fazer parte da Família Real, pois foi adotado pelo então rei Ganga Zumba. A nação palmarina começou a se formar por volta de 1597, com Aqualtune. Rapidamente a comunidade cresceu, porque era constantemente alimentada pela chegada de negros fugidos, de índios e de brancos pobres. Palmares chegou a ter 30 mil habitantes e, com sua organização e conseqüente fortalecimento, passou a ser visto como uma ameaça perigosa ao poder colonial. Além de praticarem uma agricultura considerada avançada para os padrões da época, desenvolveram uma atividade metalúrgica organizada para sua defesa e subsistência e chegaram a estabelecer comércio com localidades próximas.”

Rei Ganga-Zumba foi, foi ver Rei-Congo Depois da Calunga, além do mar. Foi, foi pro canjerê de Zambiapongo No terreiro grande de Oxalá.

Rei Ganga-Zumba foi, foi pra Aruanda,

Mas foi Zâmbi quem mandou chamar. Quem olha a lua branca de Luanda Vê Ganga-Zumbi no seu gongá.

Cadê Zumbi? Meu Ogum-de-Lê Cadê Zumbi? Meu Mutalambô Cadê Zumbi? Olorum-Didê Meu Sindorerê, Que ele Aruandô



Mercedes Baptista

Mercedes Ignácia da Silva Krieger foi bailarina e coreógrafa, considerada a maior precursora do Balé e da Dança Afro no Brasil. Nasceu no ano de 1921 em Campos dos Goytacazes, RJ.


Paulo Benjamin de Oliveira

Paulo da Portela na praça com seu nome em Madureira

“Paulo Benjamin de Oliveira nasceu em 17 de junho de 1901, no bairro da Saúde. Viveu por muitos anos na Praça Onze, até se mudar para Oswaldo Cruz, subúrbio carioca, no início da década de 20. De família pobre, começou a trabalhar cedo. No subúrbio, conheceu animadas rodas de pagode, assim como o Jongo e o Caxambu, de tradição banto. Pertencia à família definida, genericamente, como de origem Mina. Levou, portanto, para a nova comunidade a organização dos baianos da Praça Onze.

...

A história de Paulo da Portela se confunde com o surgimento do samba no Rio de Janeiro. Foi uma figura importante que contribuiu para que o ritmo, como era cultivado nos morros e na praça Onze, ganhasse visibilidade, tornando-se popular e bem aceito. Paulo aproximou artistas, intelectuais e políticos ao universo do samba, uma colaboração inestimável para que a classe dominante interagisse com essa expressão artística nascida nas camadas populares da cidade. Embora aguerrido, Paulo também era conhecido por suas boas maneiras e elegância. Sempre defendia a imagem do sambista como artista de respeito e valorizava a educação, procurando dar bom exemplo ao usar terno, gravata e chapéu. Paulo da Portela lutou fortemente para mudar a imagem que a sociedade tinha do sambista, associada, até aquele momento, à imagem do malandro e do vagabundo.

...

Combatente e propagador da cultura negra, participou de vários comícios do Partido Comunista, embora tenha se candidatado à Câmara Municipal pelo Partido Trabalhista Nacional nas eleições de 1945, da qual saiu derrotado. Paulo morreu em 31 de janeiro de 1949, vítima de um ataque cardíaco. Seu cortejo fúnebre foi acompanhado por mais de 10 mil pessoas. Depois de sua morte, foi relembrado em várias músicas. Grupos como o Rosa de Ouro e A Voz do Morro, além de intérpretes como Paulinho da Viola e Monarco, regravaram canções suas, como Cocorocó, Pam-pam-pam-pam, Guanabara (Cidade-mulher) e Quitandeiro. Seu nome também é citado em sambas como Passado de Glória (Monarco) e De Paulo da Portela a Paulinho da Viola (Monarco/ Francisco Santana).”

"Ouro desça do seu trono Venha ver o abandono De milhões de almas aflitas, como gritam" Paulo da Portela/Candeia - Ouro desça do seu trono

Canta Candeia - CD Candeia - Sucessos em Dose Dupla - 2012 - Faixa 14 - IMMuB

 

"Cidade, quem te fala é um sambista

Anteprojeto de artista

Teu grande admirador

Me confesso boquiaberto

De manhã, quando desperto

Com tamanho esplendor"

Paulo da Portela - Cidade Mulher

Canta Alcides Dias Lopes - LP História das Escolas de Samba - 1975 – Faixa 12 - IMMuB


Cosme e Damião

Cosme e Damião no Largo São Maron - Tijuca

"Só quem acredita vê Que essa vida é um doce Mesmo se não fosse Eu seria assim Sou menino brincalhão Encontrei a chance bem ao meu alcance E agarrei pra mim" Arlindo Cruz/Jorge Carioca/Aluísio Machado - Falange do Erê

Canta Zeca Pagodinho - LP/CD Mania da Gente – 1990 – Faixa 8 - IMMuB

 

“Confesso que senti Muita saudade do lugar onde aprendi A caminhar com as pernas tortas de Mané E respeitar que cada um tem sua fé A me encantar com a negra voz de Mãe Quelé E pelas doces mãos de Cosme e Damião Levar Jesus ao Candomblé”

Moacyr Luz e Chico Alves - Sonho Estranho


Tom Jobim

Antônio Carlos Brasileiro de Almeida Jobim no Arpoador

"O morro não tem vez E o que ele fez já foi demais Mas olhem bem vocês Quando derem vez ao morro Toda a cidade vai cantar"

Tom Jobim - O Morro não tem vez

LP/CD A Arte de Tom Jobim – 1976 – Faixa 7 - IMMuB

Caymmi

Dorival Caymmi no Posto 6, em Copacabana.

“Alodé iemanjá odoiá! Alodé iemanjá odoiá! Senhora que é das águas Tome conta de meu filho Que eu também já fui do mar Hoje tou velho acabado Nem no remo sei pegar Tome conta de meu filho Que eu também já fui do mar”

Dorival Caymmi - Promessa de Pescador

Canta Dori Caymmi - LP/CD Familia Caymmi - Dori, Nana, Danilo e Dorival Caymmi - Ao Vivo - Faixa 1 - IMMuB


Chiquinha Gonzaga

Chiquinha Gonzaga no Passeio Público

“Se eu tiver de escolher entre a família e a música, fico com a música. Se eu tiver de escolher entre um marido e a música, fico com a música. Se eu tiver de escolher entre aceitação social e a música, fico com a música. Se eu tiver de escolher entre qualquer coisa e a música, não haverá nem um segundo de hesitação, fico, sempre, com a música.”


LP Viva Chiquinha Gonzaga - Antônio Adolfo Abraça Chiquinha Gonzaga – 1985 - IMMuB


Passante

Passante - Escultura urbana de José Resende


Passante na Travessa Tinoco, ao fundo o Bar do Gengibre


Millôr

Millôr Fernandes no Arpoador

“Fiquem tranquilos os poderosos que têm medo de nós: nenhum humorista atira pra matar”

Millor Fernandes


“Milton Viola Fernandes era humorista, dramaturgo, desenhista, escritor e jornalista. Trabalhou em diversos veículos de comunicação no Brasil, sempre conhecido por seu texto afiado, com tons de ironia e sátira. Iconoclasta, foi responsável por diversas peças, ensaios, artigos, livros e publicações que criticavam o poder, a política e a ditadura.

É tido como um dos principais expoentes da imprensa alternativa no Brasil. Pouco após o golpe de 1964, fundou a revista PifPaf, que fazia críticas ao cenário político do país de modo irreverente, ao mesmo tempo em que debochava dos militares e seus aliados. Até ser fechada pela censura, a publicação serviu, mais tarde, de inspiração para um dos mais conhecidos veículos alternativos durante o período, o jornal O Pasquim.”


Clarice


Clarice Lispector no Caminho dos Pescadores Ted Boy Marinho, no Leme


"Quero escrever-te como quem aprende. Fotografo cada instante, aprofundo as palavras como se pintasse, mais do que um objeto, a sua sombra."

Clarisse Lispector em Água Viva (1973)


Ghandhi

Mahatma Gandhi na praça com seu nome.

Líder da independência indiana Gandhi foi personagem central das lutas anticoloniais na Índia, mas a sua trajetória, que tem como palavras-chave a não-violência e a desobediência civil, não é unanimidade e provoca uma variedade de olhares na India e no Mundo.

A revista Brasil de Fato aprofunda o assunto.

As sandálias de Mohandas Karamchand Gandhi na entrada da Praça Mahatma Gandhi, no centro do Rio.

Aquele abraço

Chacrinha, a Moça da Favela, Tia Surica e Zico na Cinelândia.

"Alô, alô, Realengo- aquele abraço!

Meu caminho pelo mundo eu mesmo traço

A Bahia já me deu régua e compasso"


"David no pandeiro

Casemiro na cuíca

Olha a festa já vai começar

No cafofo da Surica

Seu Osmar do Cavaco

Puxou um partido

Com mestre Casquinha

Que versou com Argemiro

Lembrando dos tempos

Lá da Portelinha"

Teresa Cristina - Cafofo da Surica



Gil

Gilberto Gil na Cinelândia

"Como beber dessa bebida amarga Tragar a dor, engolir a labuta Mesmo calada a boca, resta o peito Silêncio na cidade não se escuta De que me vale ser filho da santa Melhor seria ser filho da outra Outra realidade menos morta Tanta mentira, tanta força bruta"


Braguinha

Carlos Alberto Ferreira Braga, conhecido como Braguinha ou João de Barro na Praça Demétrio Ribeiro em Copacabana.

"A saudade é dor pungente, morena

A saudade mata a gente"

João de Barro - A Saudade mata a gente

Canta Maria Bethânia - Dentro de Mar tem Rio - Faixa 7 / Disco 2 - IMMuB


Catullo da Paixão Cearense

Catullo da Paixão Cearense na Praça Mahatma Ghandi


"Oh! Que saudade do luar da minha terra

Lá na serra branquejando folhas secas pelo chão

Este luar cá da cidade tão escuro

Não tem aquela saudade do luar lá do sertão"

Catullo da Paixão Cearense / João Pernambuco – Luar do Sertão

Canta Paulo Tapajós - Lp História da Música Popular Brasileira - Catullo da Paixão Cearense / Cândido Das Neves ''Índio'' - 1971 - Faixa 1


Mestre Valentim

Mestre Valentim no Passeio

Valentim da Fonseca e Silva nasceu em torno do ano de 1744. Mais conhecido como Mestre Valentim, atuou como escultor, entalhador e urbanista no Rio de Janeiro no momento em que era capital do Vice-Reino do Brasil.

Projetou obras de caráter urbanístico como o Chafariz do Carmo, no antigo Largo do Carmo, atual Praça XV e o Passeio Público do Rio de Janeiro (primeiro jardim público da cidade, inaugurado em 1783).

Fonte: BN Digital


Victor Meirelles

Victor Meirelles no Passeio Público

Pintor, desenhista e professor honorário da Academia Imperial de Belas Artes, onde ensinou pintura histórica, e do Liceu de Artes e Ofícios, no Rio de Janeiro.

Autor de quadros históricos, retratos, panoramas e da mais popular das telas brasileiras, “Primeira Missa no Brasil”.


Carlos Gomes

Carlos Gomes ao lado do Teatro Municipal, na Cinelândia.

Antônio Carlos Gomes (1836-1896) é considerado o maior compositor brasileiro do século XIX.

Produziu as óperas O Guarany, criada em 1869/1870, Fosca, que estreou em 1873 e Salvador Rosa em 1874.

A respeito dessas obras, Carlos Gomes declarou: “Fiz o Guarany para os brasileiros; o Salvador Rosa para os italianos e Fosca para os entendidos.”


Joaquim Nabuco

Joaquim Nabuco na Praça Poeta Manuel Bandeira

Joaquim Aurélio Barreto Nabuco de Araújo foi escritor, diplomata e abolicionista. É vizinho de Bandeira na calçada da ABL - Academia Brasileira de Letras.


Primavera

Primavera da Praça N. S. da Paz, em Ipanema.

Escultura de Lucia Guerreiro representando a brincadeira de roda entre duas crianças, doação do escritor Paulo Coelho à cidade.


Corneteiro Luis Lopes

O corneteiro Luis Lopes da Batalha de Pirajá, a guerra pela independência que orgulha a Bahia, com sua arma em punho na rua Visconde de Pirajá, esquina com Garcia dÁvila, em Ipanema.

"Não! Não eram dous povos, que abalavam

Naquele instante o solo ensanguentado...

Era o porvir — em frente do passado,

A Liberdade — em frente à Escravidão,

Era a luta das águias — e do abutre,

A revolta do pulso — contra os ferros,

O pugilato da razão — com os erros,

O duelo da treva — e do clarão!..."

Castro Alves - Ode ao Dous de Julho


Ary Barroso

Na Praça Heloneida Studart - Leme.

Ary de Resende Barroso na calçada do restaurante La Fiorentina, na avenida Atlântica, no Leme.

"Meu coração é um pandeiro

Gingando ao compasso de um samba feiticeiro"

Ary Barroso - Morena Boca de Ouro

Canta João Gilberto - LP Nova História da Música Popular Brasileira - Ary Barroso – 1977 – faixa 7 - IMMuB


Simon Bolivar

Simon Bolivar na Praça Juliano Moreira em Botafogo

“Mais custa manter o equilíbrio da liberdade do que suportar o peso da tirania”

Simón Bolívar, o libertador da América, foi essencial nas lutas de emancipação de territórios do continente.

A Brasil de Fato conta a história desse herói revolucionário.


Manequinho

Manequino na Av. Venceslau Brás em Botafogo

O Manequinho foi esculpido em 1906 por Belmiro de Almeida. A página Mundo Botafogo conta a história da escultura que fica em frente à sede do clube.


Pixinguinha

Alfredo da Rocha Vianna Filho, Pixinguinha, na Travessa do Ouvidor

“Se você tem 15 volumes para falar de toda a música popular brasileira, fique certo de que é pouco. Mas, se dispõe apenas do espaço de uma palavra, nem tudo está perdido; escreva depressa: Pixinguinha”

Crítico e Historiador Ary Vasconcelos


O Instituto Moreira Salles organizou a linha do tempo e o acervo magistral de Pixinguinha, com as gravações de suas músicas e seus intérpretes de A à Z.


Chopin

Frédéric Chopin - Foto Rui Baião

Destacado músico do Romantismo, o compositor e pianista polonês Frédéric Chopin admira a paisagem da Praia Vermelha na Urca.


Albert Einstein

Albert Einstein - Praça Edmundo Bittencourt - Copacabana

A palavra Deus é para mim nada mais do que a expressão e produto da fraqueza humana, a Bíblia é uma coleção de lendas honoráveis mas ainda assim primitivas que são, do mesmo modo, muito infantis. Nenhuma interpretação, não importa quão sutil seja, pode (para mim) mudar isso. Estas interpretações sutilizadas são altamente influenciadas de acordo com sua natureza e tem quase nada a ver com o texto original. Para mim a religião judaica, como todas as outras religiões, é uma encarnação das superstições mais infantis. E o povo judeu ao qual eu felizmente pertenço e com a mentalidade do qual eu tenho uma profunda afinidade não tem, para mim, qualquer qualidade diferente dos outros povos. De acordo com minha experiência, eles também não são melhores do que outros grupos humanos, embora sejam protegidos dos piores cânceres por falta de poder. De outra forma, eu não posso ver qualquer coisa "escolhida" a seu respeito.

No geral, eu acho doloroso que você clame uma posição privilegiada e tente defender esta ideia através de dois muros de orgulho, um externo como um homem e um interno como um judeu. Como um homem você demanda, de certa forma, uma dispensa da casualidade de outra forma aceita, e como um judeu o privilégio do monoteísmo. Mas uma casualidade limitada não é mais, de forma alguma, uma casualidade, como nosso maravilhoso Spinoza reconheceu incisivamente, provavelmente o primeiro a fazê-lo. E as interpretações anímicas das religiões da natureza não são, em princípio, anuladas pela monopolização. Com tais muros nós só podemos alcançar uma certa auto ilusão, mas nossos esforços morais não são melhorados por eles. Pelo contrário.

Agora que eu abertamente expus nossas diferenças em relação às convicções intelectuais, é ainda claro para mim que nós somos bem próximos no que se refere às coisas essenciais, ou seja, na nossa avaliação do comportamento humano. O que nos separa são somente proposições intelectuais e racionalizações na linguagem de Freud. Desta forma, eu acho que iriamos nos entender muito bem se falássemos de coisas concretas. Com agradecimentos amigáveis e os melhores desejos.

Seu,

A. Einstein

Carta de Albert Einstein para Eric Gutkin, escrita em 1954, em resposta ao filósofo judeu alemão Eric Gutkind, de quem ele recebeu o livro Escolher a Vida: O Chamado Bíblico à Rebelião.


Michael Jackson

Michael Jackson na Favela Santa Marta em Botafogo - Foto: Rui Baião

"They print my message in the Saturday Sun

I had to tell them

I ain't second to none

And I told about equality

And it's true, either you're wrong or you're right"

 Michael Jackson - Black Or White

Canta Caetano Veloso - LP/CD Circuladô Vivo - Faixa 2 - Black or White/Americanos - IMMuB


Camões

Luís Vaz de Camões na Rua Luís de Camões, no Centro do Rio, em frente ao Real Gabinete Português

“Amor é fogo que arde sem se ver,

é ferida que dói, e não se sente;

é um contentamento descontente,

é dor que desatina sem doer.

É um não querer mais que bem querer;

é um andar solitário entre a gente;

é nunca contentar-se de contente;

é um cuidar que ganha em se perder.

É querer estar preso por vontade;

é servir a quem vence, o vencedor;

é ter com quem nos mata, lealdade.

Mas como causar pode seu favor

nos corações humanos amizade,

se tão contrário a si é o mesmo Amor?”


Curumim

Curumin, na Lagoa Rodrigo de Freitas - Foto Mteixeira62 (Wikimedia Commons)

Os índios Tamoios, que habitaram a lagoa, a denominavam Piraguá (água parada) ou Sacopenapan (caminho dos socós).


Curumim - César Camargo Mariano - Lp Samambaia - César Camargo Mariano e Hélio Delmiro - 1981 - Faixa 4 - IMMuB

 


 

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